Domingo, Outubro 25, 2009

Temporada.

Pagar sempre as contas em raiva, voltar a esse lugar onde és exactamente aquilo que não quiseste, e pelo qual fugiste, virando as paginas com a pressa de nao querer ficar muito tempo. tudo está onde o deixas-te. Nao voltes. Nao voltes nunca.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

what do u do?

I found myself tonight. I was quite pretty in that white dress. Like a feather, eyes wide open, waiting. Waiting for myself I guess. Waiting for the question or maybe just dancing with the answers. The empty room, the smoke of the one´s I pretend not to know. And the red light felt like a warning. Like a future to be, a bed of choices. I could wish u well. And I do.

Sábado, Outubro 17, 2009

A um principe dinamarquês.

Falemos de Amor com a língua dos poetas, falemos com as certezas da mentira. Inventemos esta noite uma vez mais numa repetição submersa, porque quebramos, como dois copos que se estampam num chão de promessas. Contemos histórias com lábios que matam, deixemos as portas em segredo abertas e dancemos, os dois, como jovens perdidos que não se amaram em corpo inteiro, mas que sentiram o peito sair pelos poros ignorados num fim de tarde indiscreto. Ainda me lembro dos nossos cabelos agrestes, que se enrolavam numa paixão impossível de compreender. E esse Amor era tão genuinamente perfeito. Agarrávamo-nos as capas pretas e as badaladas separadas a mil metros do deslizar dos silêncios. Tu eras o meu lado errado, e eu era tudo o incerto que o teu mundo poderia ser. Ao meu lado respiravas os pedaços do que não mudou, num voo que não partiu, que não começou, que não reparei. E davas-me a mão e eu era como uma ave despida de nós. E a colina do tempo, onde jaziam poemas alheios ao tempo pequeno, embalava os sussurros cometidos, os sussurros da tempestade de nós que não chegou a acontecer. Por isso te lembro perfeito e nublado, foste o Amor em forma de não ser, e eu fui a que te segurou pela mão, enquanto não te deixou esquecer. Traçávamos linhas num coro de espaço, e os cafés eram eternos baixo a multidão que era o espelho do que já não faço. Tremíamos ao passar, falávamos por sinais, e ensaiávamos a convivência das miragens no vazio. Fui alguém que te conheceu, fui alguém que por ti passou, fui alguém que te desenhou com o flash do meu olhar…

Terça-feira, Outubro 13, 2009

come what may

E nao tens texto suficiente, e isso irrita o teu interior (ainda nao desgastado). Olhas em frente e vez um futuro tao ausente de tudo o que já fez sentido. E sentes dores alheias as tuas e pensas em todos os rostros abraçados de perda. Objectos carentes de significancia e ainda assim presentes. Pensas que te podes despojar de tudo menos da tua alma, e ela tambem parte. Nao em bocados como julgaste, ela parte porque se cansa de estar aqui e vai para lugares onde só o absurdo imaginado a pode sustentar. tens nojo e nauseas de tudo o que existe porque a existencia nao é nada mais nem nada menos que um drama continuo. é tanta a angustia composta por virgulas... sentas-te ali, ao lado da espera, e o que te espera do lado de fora é fome de abismo. Fazes te forte sentes te forte e nao passas de mais um, um bocado flutuante de merda que aguenta as descargas. é para isto que ao nascer soltamos um grave grito? será k ali e nesse segundo fraudulento temos noçao de todo o caos que nos espera? é sinonimo de vida ou um confessar de morte? porque eu lembro me que esqueci esse sentimento, e esse grito apenas o vivi porque me contaram. Eu nao sabia gritar, saiu-me. e eu nao sei viver, respiro. Tocar a terra é tocar aquilo em que me vou convertir mais tarde ou mais cedo, e nao gosto da terra nem do seu cheiro agonizante. Se isto é uma viagem devolvam-me o dinheiro do bilhete porque nao paguei para isto, e se isto é uma prova desisto. Os mecos sao contornados e a mim cortaram-me. Sou feita de cobardia, assim que aplaudam porque pelo menos eu admito. Admito que este globo que gira dá me demasiadas dores de cabeça e eu dispenso tumores. e admito que o sexo é bom e engraçado mas que todos terminamos sem ele. E sei que nao creio no vosso deus, que para mim nao passa de mais um filho da puta inventado por cobardes como eu. Se deus existe que tenha a coragem de vir ter comigo. Se deus existe eu faço questao de o submeter a tortura do seu credo. Se deus existe é um merdas, um cabrao, e nao tem gosto nem doutrina. Se deus existe, é um cromo bem renumerado. E se deus existe eu sou o clone da madre teresa em versao exorcista. porque estou farta e cansada da lei natural das coisas. e nao quero isto, e por uma vez nao tenho control sobre os designios. E nao me fazem falta estas noçoes de perda e estes testes analiticos. Somos bichinhos cabisbaixos. apaguem me o pensamento. desliguem me da ficha. mudem o canal, virem a pagina deixem me que desista.

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Noches así, colgadas en las pestañas de unos ojos cansados pero sin sueño. Noches que van más allá de la realidad.
Y son tantas las pequeñas grandes cosas que cambian nuestra vida.
Un tren al que no llegas, una calle que no cruzas por miedo a la oscuridad. Un silencio compartido, un te quiero que no supiste pronunciar. Una espiral total, con colores chillones y abstractos, y te encuentras sin zapatos en un suelo de cristal. Sigues sabiendo que te cortarás muchas veces, y de tantos cortes ya nada te duele (naturalmente). ¿Cómo te puede faltar algo que nunca tuviste? ¿Cómo se puede llorar una presencia que no compartiste? Y basta una mala noticia, un puñetazo en tu nariz recortada. Los sustos te deberían hacer más fuerte, quizás el abrazo de la muerte te hará sentir más viva. Decir adiós cuando ya tu voz no se escucha es como una cascada seca con sus piedrecitas verdeadas. Creces. Y tus huesos ya no se estiran como plastilina. Te resta apenas un corazón de pegatina que pones y quitas al compás del tiempo ajeno. Ya no te importa quién se ha ido, solo te importa quién se queda. Y te lo imaginaste tantas veces, lo has soñado, lo has llorado y todo por anticipación. Ahora entiendes, ahora sabes que te tocará a ti también y no te hará falta una masa reconstructiva, no tendrás tan desgraciada suerte. Y se pierden tantas cosas por el camino. Y te sientes desnudo, sin trozos de piel siquiera que despierten tu vergüenza. Serás polvo y luego ceniza y como si no bastara saberlo sigues viviendo con preocupaciones absurdas y mediocres. Y te enfadas por el color de tu pelo, y te quejas de no tener tiempo ni dinero para todas esas cosas vacías e insignificantes que rellenan la ironía de tu vida. ¡Joder! ¿Por qué coño no despiertas nena? ¿Por qué diablos no te das cuenta? Folla más, grita más, y sé lo más verdadera que sepas. Que le den por culo a los pringados, que le den también a todas esas casitas felices sin techo. Que se jodan las apariencias y el presumir que nunca lleva nadie a ningún lado. Sufre todo lo que puedas, usa tu cuerpo. Dibuja aunque el resultado te parezca una puta mierda. Salta. Fuma 20 cajetillas de cigarrillos si te place. Ríete con tus setenta y cinco millones de dientes. Da igual. Quémate con el sol, haz el amor con la naturaleza. Eso es real, tú eres real. Lo demás son cuentos de princesa, con 30 minutos de lectura aburrida y tierna que pierdes echada en tu viejo sofá.

Terça-feira, Outubro 06, 2009

Fuck your gravity.

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

gotas de luar.

Paralelamente. Ao compás de uma melodia surda. Um ardor entre o peito e a lembraça absurda, como se assim tivesse que ser. Um nao encontrar soluçao. como um soluço perverso numa sala de silencio etiquetado por todos os presentes, daqueles que nao abres porque nao queres mais receber. Confundiste o teu pensamento, enquanto a tua lingua discursava. Sofreste da aglutinaçao de sentimentos tao caracteristica da idade prematura que te otorgavam nesse velho papel. Foi um roubo, um obra maestra. Vias escenas de morte. Tinhas secura e rios de nao experimentar. Desconheces onde começou, onde nasceu essa luz e essa cor morta. Parece roxa mas na verdade é aguda como o berço-alem-mar. Esquemas desfeitos, recortados. Um peso que esperava escorregar das tuas expressoes, como um acidente nublado em noites de maio. Mas hoje isso está desfeito. Resta a colera e a espera. Resta nao contar com sumar mais bocados. resta restar. Há uma febre que paira e nao é tua, um convite a voar. Acho que vais partir e eu nao te cheguei a conhecer. paralelamente. pai.